“Fui salvo por Deus”, diz evangélico que escapou de carro desgovernado

Mário Pinto Correia, evangélico (37), utiliza o carnaval como uma forma de complementar a renda. Há três anos trabalha como iluminador de alegorias da Paraíso do Tuiuti, escola de samba do Rio de Janeiro. Mário já realizou trabalhos em mais de 40 carros, acompanhando os veículos ao longo do desfile para solucionar possíveis problemas que venham surgir. Mesmo com essa experiência o iluminador sofreu seu primeiro acidente no último domingo (26).

 Ele foi um dos vinte atingidos pelo carro desgovernado da escola. De imediato pensou que fosse ser esmagado também, mas acabou escapando por pouco. Mário relatou que através de um milagre foi puxado para baixo do carro. Com apenas escoriações nas costas, acredita ter sido salvo por Deus.

“Como sou evangélico, clamei pelo socorro do meu Deus e ele me puxou para baixo do carro e só fiquei com escoriações, mas tive medo de ser esmagado. Fui salvo por Deus. Nasci de novo”, contou o iluminador, que chegou a ser arremessado contra as grades.

O objetivo de Mário era, após o acoplamento da parte da frente da alegoria ao restante do veículo, engatar os fios da iluminação. Ele comentou que mesmo com o ocorrido não deixará o trabalho no carnaval. “Já fiz a iluminação de mais de 40 carros e nunca vi esse tipo de coisa acontecer”, explicou transparecendo que o acidente faz parte de um caso isolado.

Vítima grave estava próxima do iluminador

Em entrevista ao Extra, Mário disse que no momento do acidente estava próximo de Maria de Lurdes Maura Ferreira, de 58 anos, a vítima mais grave, que foi internada no CTI do Hospital Municipal Souza Aguiar. Ela foi esmagada contra as grades do setor 1 do Sambódromo. Ele ainda afirmou que tentou ajudá-la, mas foi tudo muito rápido.

“Quase fui esmagado também. Quando vi o carro vindo na nossa direção e jogando todos contra a grade, me ajoelhei no chão e fui sugado para baixo do veículo, o que me salvou. Minha orelha quase foi arrancada. Tentei ajudar a mulher que estava na minha frente (Maria de Lurdes), mas não podia fazer nada. Engatinhei no sentido contrário para salvar minha vida e quando o carro deu ré, saí correndo”, disse Mário que foi encaminhado para o Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea.